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Benditos Laços do Matrimônio

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Benditos laços do matrimônio

Gênesis 2: 18-24

O sonho da maioria dos jovens, e consequência natural da vida, é a união conjugal.
O desejo de ter uma família faz com que, a certa altura, as pessoas acrescentem às suas necessidades a de estabelecer um lar.
Mas, muitas vezes, o sonho de constituir família torna-se um pesadelo.

Para alguns, o casamento, ao invés de resolver o problema da solidão, passa a ser um problema ainda maior, e os cônjuges sentem-se frustrados, desanimados, arrependidos e muitos casamentos culminam em separação.

Para que isso não ocorra com você ou com seus filhos, dedique-se ao estudo deste artigo.

I – QUE É O CASAMENTO

a) É uma instituição divina, Gn. 2: 18. Deus o estabeleceu, visando à felicidade do homem. Embora algumas pessoas citadas na Bíblia não fossem casadas, entre elas Jesus e Paulo, no entanto, Jesus mesmo ressaltou a importância do matrimônio e o confirmou como divino, Lc. 10: 7-9c.

b) É uma união exclusiva, Gn. 2: 24. A idéia original de Deus para o casamento é a monogamia.   A recomendação bíblica é de que “…cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido”, 1Co. 7: 2.

c) É uma união permanente. A indissolubilidade do casamento  é um dos valores em baixa em nossos dias. Para muitos, o matrimônio pode ser desfeito a partir do momento em que houver conflitos ou quando as partes envolvidas não combinarem mais. A Bíblia é clara com respeito a essa união permanente em Mc. 19: 9 e 1Co. 7:10-11. A expressão “unir”, de Gn. 2: 24, originalmente tem o sentido de colar, soldar, pressupondo que qualquer tentativa de rompimento trará efeitos devastadores.
II – PARA QUE EXISTE O CASAMENTO

a) Companheirismo, Ec. 4: 9-12. Ao criar o homem, Deus viu que não era bom que ele estivesse só, Gn 2: 18. Deu-lhe, então, uma companheira. Esse é um dos grandes propósitos do casamento: compartilhar as experiências e, juntos, construírem seu patrimônio.

b) Procriação. As pessoas se casam para dar continuidade à existência da família, Gn. 1: 28. Gerar filhos é uma conseqüência natural do amor dos cônjuges.

c) Intimidade. Para ter um ambiente onde se possa regular a vida sexual, Hb. 13: 4. Ao contrário do pensamento ascético, as funções sexuais do homem e da mulher foram uma dádiva de Deus para o prazer de ambos. Sendo assim, a vida sexual deve ser exercida dentro do matrimônio, Pv. 5: 15-19, numa relação onde exista o respeito, Hb. 13: 4; mutualidade, comunhão, compreensão, consideração e amor, 1Co. 7: 2-5 e 1Pe. 3: 7.

III – DESAJUSTES NO CASAMENTO

Há muitos casamentos falidos. Muita gente conforma-se com a situação precária de seu matrimônio e continua junta apenas para manter as aparências. No entanto, a realidade é que experimentam, a cada dia, os dissabores que um matrimônio estragado pode gerar.

Quais são as causas desses desajustes?

a) Uma expectativa irreal por parte dos cônjuges.  Alguns escolhem o casamento como fuga dos diversos problemas da casa dos pais. Vêem o casamento como um paraíso a ser vivido.  Esquecem-se, porém, de que o casamento não sufoca a individualidade de cada um.

b) Falta de preparo dos cônjuges.  Moços e moças enfrentam o casamento como se fosse apenas mais uma aventura.  Há falta de informações, que deveriam ser oferecidas pelos pais, ou sobram informações distorcidas, oferecidas pela sociedade, e até mesmo igrejas têm deixado de transmitir aos seus jovens conselhos que os prepararão para tão nobre missão.

c) A concepção mundana do que é o casamento.  Aqueles que têm grande influência sobre as pessoas através dos meios de comunicação nem sempre demonstram à sociedade um comportamento sadio em termos de matrimônio. Depravação, infidelidade e desrespeito são consideradas práticas normais, excluindo A ideia de que um casamento pode tornar-se uma fonte de felicidade para as pessoas, Rm. 12: 2.

d) Dependência e interferência dos pais. É preciso observar o verbo usado nas Escrituras: “deixará o homem seu pai e sua mãe”, Gn. 2: 24. Entretanto, com o casamento, um passa a pertencer à família do outro, Rt. 1: 16c.                       E a interferência não muito sábia dos pais, em certos momentos, pode causar transtornos ao lar recém-formado.

e) A ação destrutiva de Satanás.  O desejo do diabo é de destruir a paz e a felicidade dos lares, pois ele sabe que a família tem grande importância no plano de Deus. É necessário vigilância e oração para vencer as astutas ciladas do diabo, Jo. 10: 9; 1Pe. 5: 8-9.
IV – COMO RESOLVER OS PROBLEMAS DO MATRIMÔNIO

a) Solidificá-lo na Palavra de Deus, Mt. 7:24-27. Essa estrutura acontece através de uma dedicação à leitura, estudo e prática da Bíblia, a fim de que o lar encontre forças para resistir às tempestades e intempéries da vida.

b) Praticando o perdão, Ef. 4: 32. Devemos aprender a perdoar, da mesma forma como Deus nos perdoou em Cristo Jesus.

c) Crendo no poder restaurador de Jesus, Mc. 9: 23.  Se o diabo veio para matar, roubar e destruir, Jesus veio para  que todos tenham vida e a tenham em abundância, Jo. 10: 9-10. Não existe nada que Deus não possa realizar visando à felicidade e o bem-estar de seus filhos, Lc. 1: 37.
Fonte: Revista de Estudos Bíblicos Aleluia

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um comentário

  1. Um casamento sem Deus não é um casamento, é um acasalamento. A onda milenar dos estragos causados pelo pecado original parece abater sobre e aliciar os humanos enganando-os neste ato sagrado. Somente Deus pode ler e julgar os corações daqueles que falham e são inconscientes neste tiroteio louco e por vezes paradoxalmente glamouroso de uniões estranhas e desuniões desastrosas…

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